domingo, 28 de novembro de 2010

Contraditório

Se eu me conhecesse bem, não teria me assustado com a atitude que hoje tive. Ao som de uma música qualquer que me levou até você, chorei. E me veio uma imensa necessidade de procurar ajuda. Quando digo ajuda, não me refiro à pessoas comuns. Refiro-me a algo superior que eu há poucos minutos atrás não acreditava. Então curvei-me e com minhas palavras, com meu modo de implorar eu o fiz. Orei. Embora seja diferente, irreal, e até mesmo irrisório o que estou fazendo, eu deixo a vergonha de lado. Se for como ela disse, que ao menos me sirva de alívio o desabafo em vão. Se for como sempre neguei acreditar, que não permitas que se esvaia o nosso amor. E mesmo que as palavras tenham saído com os olhos abertos, ou até mesmo observando à mim mesmo. O pedido foi sério. Pois tudo o que faço, as mudanças que tenho, valem a pena para tê-la aqui.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Volta Por Cima.

As noites não tem me perdoado. Elas trazem consigo a dor que não suporto mais. Parece um modelo de tortura perfeito me afastarem de tudo o que criei apego. Acho que não passa pela cabeça deles que tu rondas à cada lugar onde olho. Que não percebam então. Porque já evitaram momentos nossos e eu, agora quero vivê-los. Eu olho para as pessoas e tento encontrar um pouco de ti e é incrível como não encontro. Eu poderia rodar o mundo à procura de alguém, mas alguém já me tomou. Então sou teu. Sou teu, embora a saudade seja tudo o que eu sinta. Sou teu, embora meu olhares não cruzam os teus. Sou teu, embora o que eu tenha para lembrar são atitudes não-realizadas de nós dois. Ainda. E acima de tudo, sou teu por vontade própria. Por vantagem do teu gosto e da tua busca. E tu és minha. A pessoa da qual falo para as paredes, da qual escrevo poemas que se agarram à mim para que possa te entregar no conforto dos meus braços.