sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Quiçá

Ando no automático, fazendo-me inconscientemente a mesma pergunta. É minha luta pessoal, luta pela sobrevivência dos meus interesses por mim mesmo. É preciso exorcizar e invocar os demônios, correr e se render, mergulhar nas alucinações desejadas e pedir sanidade. Apesar da divisão das cores, os lados estão jogados à mesa para serem escolhidos. A verdade é que os dois são tentadores, traiçoeiros e cobiçados. Eu caio, ponho-me de pé sem ver razão de ainda prosseguir, olho pra trás com arrependimento no olhar e me jogo. Entrego-me à fácil desistência de continuar. Sabendo que, dos milhares de pensamentos misturados, apenas um me fará desistir de desistir. Coisas que só a tecnologia guardada em meu armário conhece, são pensamentos ignorados que, se fossem avaliados, tais palavras estariam saindo do meu corpo em branco. São linhas confusas e claras, letras insanas que formam palavras que te fazem questionar as mesmas coisas que eu. E isso faz com que eu comece algo novo, jamais visto, e que me desafie e me faça perder. O prazer é perder, sofrer, rastejar e ser pisado. E não saber demais sobre temas que não estão legíveis e expor tuas dúvidas eternas em lugar qualquer.

2 comentários:

  1. Adorei o texto. Muito bom.
    Desde já te seguindo! Me segue também?
    ;*

    www.projetandorascunhos.blogspot.com

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  2. Gostei muito da linguagem. Parabéns.
    Acho que vai gostar desse aqui http://addemas.blogspot.com/2010/04/vinte-e-quatro-de-marco.html
    Abs

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